EDGAR MORIN (1921-2026)

Depois de mais de um século de vida, Edgar Morin partiu, deixando uma marca indelével no pensamento contemporâneo. Sociólogo e filósofo, Morin realizou com Jean Rouch “Chronique d’un été”, documentário de 1961 que é um marco na história do cinema e uma experiência antropológica pioneira, onde a câmara captava a autenticidade e as contradições da sociedade urbana. Ainda antes desse filme e de tornar famosa a expressão “cinéma-vérité”, foi um entusiasta do cineclubismo, no contexto do qual escreveu textos fundamentais que ligavam a sociologia à sétima arte (é desse período “Le cinéma ou l’homme imaginaire”, livro publicado em português pela Relógio D’Água).
Obituário no Diário de Notícias, destacando as relações de Morin com Portugal:
https://www.dn.pt/cultura/morreu-o-filsofo-edgar-morin

O grande pensador, em “Chronique d’un été”, fumando um cigarro ao lado de Marceline Loridan e Jean Rouch.
Morin em entrevista há 11 anos sobre “Chronique d’un été” (com legendagem activável no YouTube):
Ensaio e programa de cinema KINO-DOC, que problematiza o conceito “cinéma-vérité” e foca a famosa película de Morin e Rouch:
https://kino-doc.pt/directo-e-verdade-o-cinema-programa-kino-doc-na-universidade-do-porto



