PATRICIO GUZMÁN (1941-2026)

Faleceu no passado dia 15 Patrício Guzmán, uma das figuras cimeiras do documentário contemporâneo, estudado desde sempre no KINO-DOC no contexto do cinema documental político e da teoria narrativa em documentário.

​A sua trajectória artística e intelectual ficou profundamente marcada pelo compromisso de registar a memória histórica e política do seu país, o Chile. O ponto nuclear da sua obra reside na célebre trilogia “La batalla de Chile” (1975–79), um documento audiovisual de valor incalculável que retrata em pormenor os acontecimentos em torno da queda do governo de Salvador Allende e a ascensão da ditadura militar de Augusto Pinochet.

​Já neste século Guzmán viveu uma fase criativa bastante rica, marcada pelo diálogo da memória política com áreas do conhecimento como a geografia e a astronomia, em obras como “Nostalgia de la luz” (2010), “El botón de nácar” (2015) e “La cordillera de los sueños” (2019). Mais recentemente, dirigiu “Mi país imaginario” (2022), no qual registou os protestos sociais no Chile em 2019 e o consequente processo constituinte.

​O seu legado permanece como uma referência incontornável no estudo do documentário e da preservação da memória colectiva.

 

Mais sobre Guzmán no seu “site”:

www.patricio-guzman.com