HEDDY HONIGMANN PARA SEMPRE

É com tristeza que tomámos conhecimento da morte de Heddy Honigmann, uma das maiores figuras da história do documentário dos últimos 30 anos, depois de uma longa luta com uma esclerose múltipla e um cancro. No ano passado, a realizadora holandesa, nascida e com raízes no Perú, já havia lançado o seu testamento artístico com “No hay camino”, uma despedida da vida e do cinema, que lembra “De grote vakantie” (“As Longas Férias”), de Johan van der Keuken, outra figura maior do documentarismo dos Países Baixos.

 

Ao contrário dos protagonistas do seu filme de há 2 anos “100UP”, Honigmann não viveu para lá dos 100 anos, pereceu aos 70, mas filmes que dirigiu como “Metal e Melancolia”, “O Amor Natural” ou “Para Sempre” serão recordados durante séculos.

 

Evocamos a realizadora numa fascinante conversa de mais de uma hora sobre a sua carreira, no Walker Art Center, em Minneapolis, em 2020:

 

E convidamos à leitura do 1.º capítulo do livro “Ouvir as Histórias”, publicado pelo IndieLisboa, que é uma óptima introdução ao universo honigmanniano:

https://visao.pt/atualidade/cultura/2011-03-01-heddy-honigmann-ouvir-as-historiasf592321

 

Recordando o seu filme sobre os mortos do Père-Lachaise:

Heddy Honigmann para sempre!