DESCANSE EM PAZ, WILLIAM FRIEDKIN

Recordado e louvado como autor de Hollywood (e da Nova Hollywood), de obras fundamentais como “The Exorcist”, William Friedkin trabalhou durante os seus primeiros anos como realizador em televisão, onde para lá da ficção (dirigiu em 1965 um dos episódios de “The Alfred Hitchcock Hour”) fez três documentários importantes para o produtor David Wolper.

“The People vs. Paul Crump”, filme que consegue provar a inocência de um condenado à morte, salvando-o (exibido em 1962 primeiramente no WBKB Channel 7, canal televisivo local de Chicago). “The Bold Men”, com exemplos de coragem masculina em diversas actividades (passou em 1965 já à escala nacional na NBC). E “The Thin Blue Line” (também transmitido em grande escala na ABC em 1966) sobre as dificuldades das forças policiais em lidar com uma criminalidade em escalada à época, tema que certamente inspirou Friedkin nas suas posteriores ficções como “The French Connection” ou “To live and Die in L.A.”. Este último documentário não deve ser confundido com o homónimo mais famoso de Errol Morris, de 1988 (é irresistível pensar que Morris andou a ver os documentários de Friedkin; o seu “The Thin Blue Line” tem também evidentes similitudes com “The People vs. Paul Crump”).

Friedkin morreu aos 87 anos ontem.

 

 

Recordamos ainda a sessão de há 3 meses do nosso podcast Doc.Online dedicada a “Cultural Impact of ‘The Exorcist’”. Comentário da nossa aluna Bárbara Antunes e acesso ao filme na ligação seguinte:

https://www.up.pt/casacomum/doc-online/58-cultural-impact-of-the-exorcist-de-realizador-desconhecido-1973