PETER WATKINS (1935-2025)

A passada quinta-feira foi o dia da morte do grande cineasta inglês Peter Watkins, um dos exemplos que contrariam a célebre pergunta retórica de François Truffaut (“Não há uma certa incompatibilidade entre as palavras ‘cinema’ e ‘Grã-Bretanha’?”). A sua obra, erguida entre documentário e ficção, foi sempre uma insurreição contra o audiovisual padronizado dominante, que não estimula o pensamento do espectador e lhe impõe um olhar soporífero, tão bem teorizado por ele como “monoforma”.
Deixa-nos filmes fundamentais como “The War Game” (1965), “Resan/The Journey” (1987), ambos sobre a hipótese do apocalipse nuclear (que podem ser vistos no nosso Website: https://kino-doc.pt/imagens-da-guerra-nuclear) ou “La Commune (Paris, 1871)” (2001), genial e inverosímil recriação histórica com cobertura televisiva da grande sublevação do século XIX, e o seu já distante último filme.
Em 2004 Watkins publicou “Media Crisis”, importante reflexão sobre a comunicação social. Em continuidade com esse livro, em 2018 publicou o ensaio “The Dark Side of the Moon – the Global Media Crisis”, que aqui recuperamos:


